Livro Possibilidades Intermatemáticas em seus aspectos metodológicos, epistemológicos e filosóficos: Por uma internacionalização do currículo como plano de imanência
Autor Juliano Bona
Sinopse Acontecimentos, devires, fluxos discursivos situados em nosso momento histórico atualizam e questionam a natureza do saber matemático. Sua origem transcendente e o ideal de perfeição entram em outros tipos de tensões que reivindicam a diferenças por meio de uma localização geográfica, cultural. Afirmar que a matemática deriva e se situa geograficamente traz uma série de consequências em outros campos do conhecimento. Estamos atravessados por uma matemática dominante, eurocêntrica, que desqualifica a diversidade cultural matemática. Esta mesma matemática dominante povoa os currículos e o imaginário dos gestores, professores, alunos que circulam nos espaços educacionais. Deste modo, nosso objetivo geral foi articular aspectos metodológicos, epistemológicos e filosóficos em uma perspectiva intercultural no campo da educação matemática. Esta articulação requer uma arquitetura de conceitos que forma o que denominamos plano de imanência da IoC. Este plano, espaço, corte no caos, se mostra como um campo que permite pensarmos os pré-requisitos e as relações interculturais na educação matemática. Assim, a ideia de plano de imanência caracteriza a geografia, a topologia de um pensamento que se presta a criação, que observa a si mesmo como processo criativo. A geomatemática, etnomatemática, intermatemática são as condições de contorno do plano de imanência da IoC. A geomatemática situa a gênese do conhecimento matemático na relação terra-sujeito. A etnomatemática parte do pressuposto que diferentes culturas matemáticas produzem diferentes matemáticas. E a intermatemática mostra as positividades, as articulações conceituais, a inteligibilidade que podem ser construídas nessas aproximações culturais. Estes limites são as condições de contorno que se ligam à IoC como metodologia, como plano de imanência no campo da educação matemática. Fazer estas articulações gerou resquícios, buracos na imanência, ou na possibilidade de posição de uma nova transcendência que se veste de uma outra tecnologia discursiva que flutua por outros meios. Diante desses resquícios, a topologia do pensamento intermatemático fecha nossa análise promovendo dois movimentos. O primeiro, mostrando do que é feito o plano de imanência da IoC, a crítica da imanência na imanência, o aumento de gravidade em direção ao solo. O segundo, vamos em direção ao pensamento, à topologia do pensamento intermatemático. A imanência nesse contexto não nos mostra apenas as conexões de diferentes conceitos, mas também as dobras, os processos de subjetivação que vergam o lado de fora para o lado de dentro. A imanência, o plano de imanência da IoC, espaço que possibilita a construção de conceitos que em seu limite gera dobras, sujeitos interculturais, sujeitos intermatemáticos, cria uma topologia de pensamentos em devir no campo da educação matemática. Articular aspectos metodológicos, epistemológicos e filosóficos, gera estratos de saber-poder que estão distantes do lado de fora, por isso, próximos ao que resta ao sujeito do lado de dentro. Estamos diante de uma pesquisa teórica que pensa a matemática em devir, nos interstícios das relações interculturais, nas dobras de um ambiente dominado por uma estética lisa, ideal, transcendente.
Ano da edição 2021
ISBN 978-65-89690-00-9
Número de Páginas 97
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